
Habituamos-nos tanto a ver Carmen como a baiana chic das películas que quase nunca pensamos na mulher. É sempre a personagem que nos vem à mente. Certa vez, vendo um documentário sobre sua vida, ri com uma frase que dizia: “Sim, eu tenho cabelos.” Que loucura! Sua imagem ficou tão atrelada aos turbantes que era bem capaz de alguém achar que eles eram partes inerentes ao corpo da artista (existiam no lugar dos cabelos?!).
Foi triste a glamurosa vida de Carmen. Tanto brilho, tanta fama, tanta queda. Seu contagiante talento conquistou o Brasil a partir da gravação de Taí (Eu fiz tudo pra você gostar de mim), fez sucesso tamanho, que foi levada aos Estados Unidos (onde se tornou fenômeno) para servir de instrumento da política de boa vizinhança. Só que foi descartada depois... E quando saiu de moda, tornou-se alvo de risos.
Mas isso não é uma biografia.
Vejam como era linda! Linda e talentosa. Seus olhos marcantes, seu sorriso desafiador. Essa portuguesa é tão brasileira! É tão nossa.
Salve Carmen! Viva o camarão ensopadinho com chuchu!


