
Você subitamente voltando pra minha vida... de onde nunca deveria ter saído. De repente tudo ganha cor nova (renovada). E o peito vai ficando pequeno e tudo parece transbordar: pelos poros, pelos olhos cheios de ternura que não se esconde... e essa vontade de chorar, um pranto que vem da beleza inigualável deste amor.
Já houve amor assim neste mundo?
Eu fecho os olhos e te sinto presente em todos os anos dessa ausência, minha antítese... minha dicotomia... meu oxímoro!
Queria ser maior, queria saber voar... queria tocar a Lua que você me deu! Nossa Lua... nosso céu infinito, nossa força: Esse sonho que nem a distância nem o tempo foram capazes de nos roubar.
Você que sempre esteve, sempre a sombra, sempre o sopro, sempre meu espinho...e agora, de repente, minha luz, meu vendaval, minha rosa.
Eu que amo e que sei que amei por toda vida, amei na companhia, amei na distância, amei na saudade...
Como uma menina pôde tão cedo aprender a amar?
Minha mente, meu coração, minha pele... tudo vibra, tudo te busca e eu rendida me entrego ao destino que não poderia ter nos levado a outro lugar. O fado que é um mar revolto em torno do nosso beijo, como quisesse nos eternizar numa imagem apaixonada sob um céu estrelado.
E sabemo-nos, mesmo silenciosamente, assim: um do outro, desde o instante da criação, no mesmo dia, do último de nós... Somos o encontro caprichoso de duas almas que se interligam.
E eu te amo.... amo....amo.... porque nada me encanta mais que nós dois, minha vida, meu coração, meu Alexandre!