
Eram três e por ser uma só a época, de repente se encontraram. O convívio diário fez brotar uma inevitável cumplicidade feminina: conversas, silêncios, sorvetes, cervejas que permeavam essa recém- estabelecida relação.
Eram três, duas daqui, uma de lá. Por onde andaram durante mais de vinte anos que nunca antes se encontraram... amigas de infância? Noites de estudo, sextas de festa. Tudo parecia tão natural e intenso que ninguém diria que não estiveram juntas pela vida inteira.
Eram três, uma casada, duas solteiras. E houve sempre o ombro para os desabafos das confusões amorosas da indefinida e para os da mais indefinida ainda. A serenidade de quem ama inspirando aquelas que queriam aprender.
Eram três, três estudantes buscando um diploma. As aulas chatas, o cansaço, as listas, os livros. Muitos anos...a viagem para longe...as duas que ficam...o tempo...a volta...eram três de novo! O alívio. O medo, o apoio, o fim, o começo, a definitiva gratidão.
Eram três na noite da festa que indicava o término da batalha. O nascimento de uma nova vida. O precisar andar sozinha, o aceitar o novo amor, o vacilar e querer novamente o já passado. O aprender a nova vida.
São três! Não importa mais o longe e o perto! As mentes aprenderam a estar unidas. Os reveses, as conquistas, os amores, as quedas, tudo juntou o que é impossível desmoronar...
Para minhas amigas,
Flávia e Karin, como sinal de gratidão e de amor.
