sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Re-eu

 E se eu perder o rumo e o prumo,
O guarda-chuva, a poesia e a condução?
Se no escuro, na rua, a bússola
Não puder mais me indicar a direção?
 E se Vinícius não mais bastar
Para tirar do peito a dor e o suspiro?
E se o tempo, já exausto, estancar?
Ou, ao revés, se correr sem me levar?
E quem vai devolver ao lápis a rima
Que perdeu as chaves ou fugiu de casa?
 - O grafite chora essa ausência amarga!

Será preciso reinventar-se para a vida
Como o rio se redescobre para o mar?

sábado, 5 de janeiro de 2013

Moço, meu coração está transbordando de você.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Existencialismo É nas suas cores que eu me desenho, Uma aquarela tridimensional. Sua ausência é a marca que mancha o papel, Nela me desboto. Só me reinvento na sua voz, que é veludo, Em seu timbre que me chama em diminutivos.

quarta-feira, 11 de abril de 2012


Outro poema para Alexandre

Hoje posso escrever sobre você.
Só hoje posso.
Não porque o passar dos dias
Dá às palavras a licença necessária.
Nem porque são fugazes e perecem no tempo.
Mas é só por hoje.
Porque te dizer é uma fotografia preparada há anos
E a espera da luz correta.
Hoje é a sua luz!
O dia está calmo e um vento macio,
Destes que lembram o mar,
Rompe a monotonia azul pálida
E há no ar uma hipnose que liberta
É esse o tempo de te contar...
Ocorre que você exige de mim a palavra que não há!

Poema azul
(Poema para Alexandre)

Gosto de pensar em você!
Nesses dias em que há azul demais,
Um céu de brigadeiro, um dia de luz,
Você me vem naturalmente pelo ar,
Com um perfume bom, com toque de anil.
Você é meu sorriso.

Há dias em que o céu se esconde,
A umidade cerca a pele,
Chega aos ossos, afunda o peito
E você, também nesses dias, irrompe meus devaneios,
Percorre meus sentidos como o vento gela o dia.
Sinto visceralmente sua falta,
Preciso da sua voz que me desconserta a alma,
Meu sonho de paz, minha vida.

terça-feira, 10 de abril de 2012


Você subitamente voltando pra minha vida... de onde nunca deveria ter saído. De repente tudo ganha cor nova (renovada). E o peito vai ficando pequeno e tudo parece transbordar: pelos poros, pelos olhos cheios de ternura que não se esconde... e essa vontade de chorar, um pranto que vem da beleza inigualável deste amor.
Já houve amor assim neste mundo?
Eu fecho os olhos e te sinto presente em todos os anos dessa ausência, minha antítese... minha dicotomia... meu oxímoro!
Queria ser maior, queria saber voar... queria tocar a Lua que você me deu! Nossa Lua... nosso céu infinito, nossa força: Esse sonho que nem a distância nem o tempo foram capazes de nos roubar.
Você que sempre esteve, sempre a sombra, sempre o sopro, sempre meu espinho...e agora, de repente, minha luz, meu vendaval, minha rosa.
Eu que amo e que sei que amei por toda vida, amei na companhia, amei na distância, amei na saudade...
Como uma menina pôde tão cedo aprender a amar?
Minha mente, meu coração, minha pele... tudo vibra, tudo te busca e eu rendida me entrego ao destino que não poderia ter nos levado a outro lugar. O fado que é um mar revolto em torno do nosso beijo, como quisesse nos eternizar numa imagem apaixonada sob um céu estrelado.
E sabemo-nos, mesmo silenciosamente, assim: um do outro, desde o instante da criação, no mesmo dia, do último de nós... Somos o encontro caprichoso de duas almas que se interligam.

E eu te amo.... amo....amo.... porque nada me encanta mais que nós dois, minha vida, meu coração, meu Alexandre!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

















Na noite de ventos noroestes
Esperei que o mundo me surpreendesse,
Mas nada de ilógico me aconteceu
(o mundo às vezes é muito entediante).
Saí em meu conversível atemporal,
Pela orla infinita
Pessoas tomavam sorvetes coloridos
Enquanto eu prosseguia numa busca desconhecida,
Mas na quadra em que estanquei meus anseios,
Vi uns olhos que me entregaram o que eu perseguia:
Uma chuva de fragmentos de estrelas
( e o mundo fez o profundo silêncio das contemplações).