Re-eu
E se eu perder o rumo e o prumo,
O guarda-chuva, a poesia e a condução?
Se no escuro, na rua, a bússola
Não puder mais me indicar a direção?
E se Vinícius não mais bastar
Para tirar do peito a dor e o suspiro?
E se o tempo, já exausto, estancar?
Ou, ao revés, se correr sem me levar?
E quem vai devolver ao lápis a rima
Que perdeu as chaves ou fugiu de casa?
- O grafite chora essa ausência amarga!
Será preciso reinventar-se para a vida
Como o rio se redescobre para o mar?
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
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2 comentários:
Redescobrir-se e redesenhar-se. Sempre!
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