Não foi real quando você surgiu.
Os dias na cidade passam com desassossego
E eu ando distraída pelos dias,
Meus devaneios trombam nos postes, nas placas,
Nos transeuntes incógnitos pelas vias
(O ritmo de ir e vir me lembra Baudelaire)
Tudo sempre parece artificial...
E você surgiu!
Sua aura azulada me chegou pelas luzes
Como sonhos pirotécnicos nas noites de natal.
E foi tão surpreendente e paralisante,
Que sua presença inundou os meus sentidos.
Deixei-me ficar!
A fala arrebatadora me soou como cantiga,
O canto das lendas, das histórias eternas...
Adormeço no seu colo, embalada pelo encanto,
Desejo que as noites possam ser infindas,
Que seu beijo more no meu beijo,
Assim como minha paz mora em seus braços.
Ainda ando distraída pelos dias,
Meus devaneios não trombam nos postes,
Seguem diáfanos até você.
É real a sua presença que me acolhe,
Assim como são reais os anseios do amor!
sábado, 6 de dezembro de 2008
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Um comentário:
Ótimo poema! Publique outros, tá?
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